Casa de Estudos Germânicos apresenta Nosferatu

Nosferatu (título original: Nosferatu – eine Symphonie des Grauens)

Acompanhado pela música original de Hans Erdmann.

Adaptado para um solo de piano e executado por Hans Brandner.


O filme mudo „Nosferatu”, produzido em 1922 por Friedrich Wilhelm Murnau, hoje é considerado o protótipo do filme de terror. Baseia-se no romance Dracula de Bram Stoker e conta a estória de um vampiro dos Montes Cárpatos que se apaixona pela jovem Ellen e leva o terror e a morte para a cidade dela. Na linguagem do filme predomina uma encenação altamente expressionista das personagens e da arquitetura. Ao mesmo tempo há cenas colorizadas, efeitos de sombra, imagens em negativo e sequências aceleradas que conferem ao filme uma modernidade experimental. Hans Erdmann compôs para o filme uma música muito expressiva que acentua o seu efeito psicológico. Da sua música sobraram apenas fragmentos, a “suíte fantástica-romântica”. Essas partes têm temas como “cidadezinha sonolenta”, “saudade”, “noites lúgubres”, “cortejo fúnebre”, “pânico”, “confusão”, etc. que servem como diretrizes, indicando como originalmente a música deveria ter sido aplicada nas cenas. Em 2016, Hans Brandner desenvolveu desse material um arranjo para piano. O foco de interesse do pianista e compositor berlinense Hans Brandner é a ligação entre música e mídias visuais, da visualização de música até o filme mudo. Ele também criou o arranjo para a música do clássico de cinema mudo “Berlim – Sinfonia de Metrópole” para orquestra de câmera e para solo de piano. Concertos dessa obra o levaram em 2012 para China e em 2014, no âmbito do Ano da Alemanha no Brasil, para várias cidades brasileiras, inclusive para Belém do Pará. É pela primeira vez que o filme “Nosferatu” será exibido com a sua trilha original no Brasil.


 

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