Acordo de cooperação entre o Brasil e a Noruega

Objetivando desenvolver atividades conjuntas de pesquisa básica e aplicada para criar uma base sólida de conhecimento sobre o clima  e a biodiversidade da Amazônia, foi assinada, na noite de terça-feira, 31 de outubro, a extensão do acordo de consórcio entre a empresa Hydro Aluminium AS, as Universidades de Oslo (Noruega), Federal do Pará (UFPA), Federal Rural da Amazônia (UFRA) e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).

A assinatura deste convênio amplia, em mais cinco anos, o acordo de colaboração para o Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC), firmado com sucesso em 2013. A parceria vem trazendo resultados relevantes no campo do levantamento de novas espécies e em estudos de reabilitação de áreas mineradas, envolvendo iniciativa privada, academia e poder público. Além dos projetos de pesquisa, o consórcio contribuirá para estreitar a relação entre a Academia e a indústria. As publicações conjuntas, a formação de mestres e doutores e o engajamento de alunos de graduação serão elementos balizadores das atividades do consórcio.

Na cerimônia de assinatura da renovação do acordo de cooperação, que aconteceu no Hangar, Centro de Convenções da Amazônia, estiveram presentes Silvio Porto, vice-presidente executivo da Hydro Aluminium AS; o novo embaixador do Reino da Noruega, Sr. Nils Martin Gunneng; Morten Dæhlen, representando o reitor da Universidade de Oslo; Horacio Schneider, pró-reitor de Relações Internacionais (Prointer), representando o reitor da UFPA; Marcel do Nascimento Botelho, reitor da UFRA; Nilson Gabas Junior, diretor do Museu Paraense Emilio Goeldi; e o professor Alex Bologna Fiúza de Melo, representando o governador do Estado do Pará.

Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil-Noruega - A iniciativa de cooperação surgiu em 2013 e foi proposta e mediada pela Hydro, companhia global de alumínio que opera com três empresas no Estado do Pará – Hydro Alunorte, Albras e Hydro Paragominas – trabalha com foco em ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade na Amazônia, fomentar a reabilitação de áreas com suporte científico, promover a integração entre o setor privado e a Academia e encorajar a produção científica em nível nacional e internacional.

Na primeira etapa do convênio, a companhia alcançou resultados inéditos no nordeste do Estado, região onde a empresa opera a lavra da bauxita, com foco na reabilitação florestal e no levantamento das espécies, entre fungos, insetos, seres aquíferos e mamíferos.

De acordo com Silvio Porto, vice-presidente Executivo, Bauxita & Alumina da Hydro, o investimento em conhecimento é o melhor caminho para que a empresa possa cumprir o objetivo de reabilitar as áreas mineradas retornando para a natureza um ambiente igual ou melhor do que foi encontrado antes da operação.

“É um convênio que busca desenvolver o que temos na nossa floresta, envolvendo mapeamento de fauna e flora e técnicas de reflorestamento, fazendo com que entendamos, cada vez mais, a nossa biodiversidade com a ajuda de cinco importantes instituições daqui e de fora. Tivemos cinco anos bem-sucedidos de pesquisa, envolvendo mais de 100 profissionais. É um investimento, a longo prazo, que busca dar maior qualidade do conhecimento da nossa biodiversidade”, explica. O acordo foi renovado após a apresentação dos resultados da primeira etapa do convênio internacional.

Resultados - Ao todo, mais de 100 profissionais participam do convênio, entre doutores, mestrandos, estudantes de graduação e técnicos, com 14 projetos e trabalhos científicos em andamento relacionados a diversos temas como gases de efeito estufa.

A parceria também tem cinco dissertações de mestrado concluídas e outras 22 pesquisas, que serão publicadas ainda este ano. “Este convênio busca soluções para recuperar áreas degradadas, devolvendo à natureza um ambiente igual ou melhor do que o encontrado antes de uma operação de mineração”, complementa Silvio Porto.

Texto: Divulgação
Fotos: Temple Comunicação

 

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